A PhDsoft foi convidada a participar de um estudo recém-divulgado: Aprendizado Tecnológico e Inovação Industrial – Série de Documentos de Trabalho. Ele foi elaborado pela FGV EBAPE, uma renomada instituição brasileira. O objetivo era responder a duas perguntas básicas: em que medida e de que forma as empresas da indústria brasileira de petróleo e gás acumularam capacidades tecnológicas, tanto para atividades operacionais quanto para a inovação? E como esse processo influenciou o alcance e a força (ou o enfraquecimento) da competitividade industrial? A escolha do setor de petróleo e gás se justifica por sua importância econômica e tecnológica na indústria brasileira. A extração de petróleo e gás e suas atividades de apoio têm uma participação no PIB industrial do país superior a 10%. O petróleo e seus derivados são produtos de grande importância na pauta de exportação (11% do total exportado em 2014) e o petróleo é a principal fonte de energia usada no mundo e no Brasil (representando 33% e 39% da matriz energética mundial e brasileira, respectivamente). Do ponto de vista tecnológico, essa indústria apresentou novas oportunidades de inovação, com transbordamentos para outros setores econômicos, como a indústria química e a da construção. Além disso, parcerias para superar desafios tecnológicos são uma característica notável da indústria de petróleo e gás.

O Brasil possui 6% das reservas de petróleo do mundo, o que é um fator de estímulo aos investimentos no setor. Até 2020, o investimento total em equipamentos e serviços para Extração e Produção (E&P) no país será de US$ 400 bilhões.

Desse total, mais de 30% será destinado à produção de equipamentos submarinos, o que mostra uma boa oportunidade de escala para desenvolver a cadeia produtiva local. O Brasil ocupa o 13º lugar entre os países produtores de petróleo, considerando o número de barris produzidos por dia, o que corresponde a 2.7% da produção mundial. O estudo chegou a várias conclusões e apontou políticas públicas que poderiam ajudar a desenvolver o setor no país: “É importante notar que a internacionalização da indústria de petróleo e gás tem sido alta prioridade no marco de política industrial do setor em vários países. Na Noruega, por exemplo, o objetivo da política era usar a capacidade tecnológica desenvolvida internamente para o mercado internacional, fortalecendo assim o crescimento e o desenvolvimento do polo petrolífero no país no longo prazo. Hoje, produtos e sistemas avançados criados na Noruega competem com sucesso no mercado global, inclusive no Brasil”, concluiu o estudo quanto à necessidade de apoio para que empresas brasileiras compitam no mercado internacional.