Em parceria com o Porto do Açu, em um projeto de pesquisa, desenvolvimento e inovação com recursos da FINEP, a PhDsoft aplicou o Web Digital Twin à gestão de ativos portuários reais. A plataforma reuniu modelos digitais, históricos de inspeção, análises de degradação e dados de sensores em um único ambiente, criando uma base rastreável para apoiar decisões de engenharia e manutenção.

Cada evidência no elemento certo
Fotografias, checklists e medições ficam associados ao componente inspecionado e à data do registro. Assim, a equipe pode localizar a evidência no modelo 3D, consultar campanhas anteriores e acompanhar a evolução do ativo. A quarta dimensão é o tempo, que conecta o histórico às análises de condição e aos cenários futuros.
No cais TMULT, foram incorporadas medições de espessura por ultrassom da cortina metálica, de campanhas de 2023 e 2024, além de inspeções visuais de cabeços e defensas com histórico desde 2021. A boia de sinalização náutica recebeu registros visuais das partes emersa e submersa. Nos cabeços do Molhe Sul, inspeções e fotografias também foram vinculadas aos respectivos elementos digitais.

Do histórico à análise e à recomendação
No TMULT, as medições de espessura alimentaram avaliações de degradação relativa, taxa de corrosão e vida remanescente estimada. O projeto apresentou cenários para 2025 e 2030, apoiando o direcionamento de futuras inspeções e o planejamento da manutenção, conforme os dados disponíveis e os parâmetros de engenharia adotados.
Também foi demonstrado o módulo RBA, de análise baseada em risco e automação, que aplica critérios configuráveis para identificar áreas prioritárias e prescrever automaticamente ações de monitoramento, inspeção ou reparo. No projeto, a prescrição foi apresentada em um cenário demonstrativo. As recomendações apoiam a avaliação e a decisão das equipes de engenharia.
Degradação vista ao longo do tempo
As cores representam faixas de degradação relativa segundo os critérios adotados no projeto. O cenário prospectivo de 2030 depende das medições disponíveis e dos parâmetros de cálculo; deve ser interpretado como apoio ao planejamento de inspeções e manutenção.
Cenário 2025

Cenário prospectivo 2030

A moega conecta operação e modelo digital
Na moega, sensores de deformação, os strain gauges, foram conectados à aquisição de dados, à transmissão para a nuvem e ao Web Digital Twin. A integração permitiu consultar séries históricas e visualizar estimativas de carregamento durante a operação, em tempo quase real. O projeto validou um protótipo funcional, cuja precisão pode evoluir com sensores industriais e calibração dedicada.

Uma base para ampliar a gestão portuária
O resultado foi maior rastreabilidade das informações, melhor contexto para decidir e menor esforço de consolidação de dados, com evidências acessíveis para consulta e auditoria técnica. A base desenvolvida permite planejar a expansão para outros ativos portuários, incluindo guindastes, e incorporar inspeções por drones conforme as necessidades de cada aplicação.
